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CDS - O original e as cópias


No rescaldo do congresso do CDS  e dos debates sobre a sua identidade, sem qualquer comentário ou juízo de valor, deixo-vos a capa e alguns extractos do documento fundador com que o partido se apresentou à sociedade.
Para melhor se poder comparar o original com as cópias das cópias das cópias das cópias...


pág. 7



1 de Dezembro é dia de agradecer à Catalunha



1640

Este dia em que comemoramos a Restauração da nossa Independência é dia de agradecermos aos nossos irmãos catalães pela sua revolta de Junho de 1640 contra o rei Filipe, o mesmo monarca que, a partir de Madrid, oprimia portugueses, catalães e tantos outros povos. 
Em parte é graças aos catalães e à sua luta que tivemos condições para recuperar a nossa independência.
É por isso que a causa da Catalunha continua a sensibilizar de forma tão especial e tão emotiva o povo português.







Do Dicionário de História de Portugal
dirigido por Joel Serrão, 
Iniciativas Editoriais, 1979:




Da História de Portugal
direcção de Damião Peres, 
Portucalense Editora, Barcelos, 1933:





Catalunha, Junho de 1640 - a revolta de 'Els Segadors' (os ceifeiros)







'Els Segadors' é hoje o hino nacional da Catalunha.


Uma lembrança muito antiga do José Mário Branco, no dia da sua morte



Aqui estou com o Zé Mário Branco, o Mário Brochado Coelho, o Óscar Felgueiras e uma camarada de que não me lembro hoje o nome (ajuda agradece-se), quando andávamos a trabalhar nas obras de construção de alguns alicerces da grande casa comum, que hoje já tem um rés-do-chão amplo e arejado, cheio de portas e janelas.





Primeiro boletim da organização em que militava o Zé Mário (e eu também), de Agosto de 1974, e que foi uma das três organizações promotoras da UDP no final desse mesmo ano.



Foto do arquivo Ephemera

Lembrança de Agustina Bessa-Luís (para o Natal)


No início da década de 90, exercendo as funções de relações públicas da nova livraria Casa do Livro, organizámos o lançamento do novo romance de Agustina e tive o gosto de receber este presente de Natal.





As eleições legislativas de Maio

Tem havido muitas e variadas formas de desvalorização das eleições europeias, o que é bastante lamentável e só ajuda à consolidação da abstenção.

Uma delas começa logo no nome. Diz-se que em Maio tivemos eleições europeias e em Outubro teremos eleições legislativas. Ora acontece que estas eleições de Maio também foram eleições legislativas: elegemos o Parlamento Europeu que é um órgão legislativo, não menos do que o Parlamento português.

Aliás, como tem sido bastantes vezes referido, mais de dois terços da legislação que entra em vigor em Portugal é oriunda da União Europeia, isto é, é decidida (ou melhor: co-decidida) no Parlamento Europeu. Portanto, o Parlamento Europeu e seus os membros que agora elegemos são até, digamos assim, "duas vezes mais legislativos" do que a Assembleia da República e os seus membros que elegeremos em Outubro.

Não deveriam, em consequência, ter uma atenção redobrada por parte da comunicação social e de toda a cidadania?

O cartaz de que Nuno Melo se esqueceu (e foi pena)



Este cartaz de apoio a Sócrates em 2005 também teria ficado muito bem no debate da SIC.



Contributo para o debate no PSD (PPD/PSD)


Definição do perfil político e programático do partido decidido no 1º Congresso

[ com um louvor ao precioso serviço público da RTP-Arquivo ]

e um folheto dessa altura:




Avintes - festa da broa


A melhor broa do mundo (quando é genuína, de Avintes e bem fresca) merece bem uma festa.





Death of João Semedo, former co-leader of Bloco de Esquerda (Portugal)



Porto, 17th July 2018 - João Semedo, former co-leader of Bloco de Esquerda, died today after some years fighting cancer.

He has been a communist militant against fascist dictatorship, he defended the renovation of PCP and he found in Left Bloc the space for intervention able to change Portuguese politics.
" I had the life I have chosen, the life I wanted to live, nothing to regret on things that really matter", said João Semedo in his last great interview.

An active student on social and political fields, namely against Vietnam war, he joined the ranks of PCP in 1972, in the Communist Students Union, becoming later a member of its Central Committee, participating in agit-prop actions and in the support to clandestine cadres of the party.
He was elected to the board of his Students Association and has been arrested in 1973 when distributing flyers demanding free elections. He spent two weeks in the prison of Caxias, refusing to sign a document, drafted by the political police PIDE, confessing his subversive activities and committing to abandon them.

After the 25th of April 1974 revolution, he participated in the creation and promotion of ALFA Movement for adult literacy and became a professional staff member of PCP. He moved from Lisbon to Porto in 1978, where he was in charge of organizing the intellectual sector of the party, of health policies and of relations with the press, and later responsible for the city's party organization.
He resigned his post as professional staff of the party in 1991, as well as of member of Central Committee, the day after a meeting where he voted against the expulsion of several members, defending that political differences should be addressed politically and not using administrative sanctions.

In the decade of 1990 he goes back to his medical professional activity, collaborates with a shelter center for drug addicts, in permanent medical care services, and completes a post-graduation in drug addictions in the University of Porto.
Appointed as director of Joaquim Urbano Hospital, in Porto, from 2000 to 2006 he led the process of reorganization of this hospital specialized in the treatment of respiratory and infectious diseases, innovating in the field of HIV, AIDS and hepatitis. Later, he considered these years as the period when he felt greater professional satisfaction.

Beyond his activities in politics and medicine, João Semedo lifetime in Porto was also dedicated to cultural intervention in Árvore, an artistic cooperative, to the board of FITEI - International Festival of Iberian Expression Theatre, to the Popular University and to the creation of the North branch of medical doctors trade union.

In the end of the 90's, he returns to a more active militant participation in preparing the PCP congress, then chaired by Carlos Carvalhas. He supports attempts of renovation of the party. This line being defeated in the XVI Congress, many cadres left the party, including João Semedo.

In 2003, together with other former leading personalities of PCP, he creates the Movement for Communist Renovation, with the aim of continuing the debates e reflection started years before inside the party.
Next year, he accepts the invitation of Miguel Portas to integrate, as independent, the list of Bloco for the European Parliament elections. 
More and more close to Bloco de Esquerda, João Semedo is again candidate in the legislative elections for the Bloco in Porto and he becomes an MP, replacing João Teixeira Lopes in March of 2006. 
He finnally joined Bloco as a member in 2007. He led the party's candidatures for municipal elections in Gondomar (2005, still as independent), in Gaia (2009) and in Lisbon (2013).

He has been a MP for Bloco along three legislatures, leaving the parliament in 2015 due to health problems. During his nine years of parliamentary activity, coordinating Bloco's health policy, namely as vice-president of the Standing Committee for Health, he was very active and presented several key proposals, some of them being today important Portuguese laws in this field. He was also active in the Committee of Inquiry on the bankruptcy of BPN, which he labeled as "the crime of the century", fiercely confronting corrupt bankers who were also former members of government and leaders of the main right wing party.

In 2012, Bloco de Esquerda experienced its first moment of transition in its leadership, with the replacement of 
Francisco Louçã as coordinator of the party. The solution adopted by the National Convention was the implementation of a leadership in parity, something never seen in Portuguese parties, with João Semedo and Catarina Martins sharing the coordination. This solution lasted until the following Convention, in 2014.

The year of 2015 would bring the best ever electoral result for Bloco in legislative elections, allowing the formation of the present parliamentary majority supporting the government, able to block the right wing policies impoverishing working people and the country as a whole. 
For João this was also a year of fight against the cancer disease. His vocal chords having to be removed, he did not loose his passion for political intervention, relearnt how to speak without vocal chords, and kept an active role in society.

He was presented as head of list of Bloco in the 2017 local elections in Porto, but the sudden aggravation of his health conditions obliged him to resign.

Anyway, his fight went on. In 2018, he assumed a leading role in the combat for the right to die with dignity, in line with many of his former concerns as a legislator. After a successful popular petition he started, and a powerful and plural campaign bringing side-by-side personalities of many parties, the project of law on euthanasia was voted in Parliament, but rejected by a low margin. "Now is just a question of time, it will be approved during the next legislature", João said in an interview.

His last campaign was for a new law for the National Health Service, one of the main conquests of our democracy, now under stress and erosion by private sector interests. João Semedo has just published a book, together with António Arnaut, a former Minister for Social Affairs (including health) in 1978, and honorary president of the Socialist party, praised by everyone for being the father of Portuguese NHS. In this book they present a concrete proposal for the new law. The authors just died. Arnaut died last May, Semedo died in July. But their legacy may live on, because their project of law was brought to parliament by Bloco MPs and is now under parliamentary debate. It will be one of the most important legislative decisions of next parliamentary year.

More info at: www.esquerda.net

FSM 2018: dados para balanço

Documento distribuído durante a Coletiva de Imprensa do Grupo Facilitador do FSM
23 de março de 2018
Ana Paula de la Orden




Cinco dias intensos, 19 eixos temáticos, 100 caravanas, 1,2 mil voluntários(as), 2,1 mil atividades, 6 mil organizações e movimentos da sociedade civil e 80 mil pessoas, que fizeram da 13ª edição do Fórum Social Mundial 2018 (FSM), um espaço de troca de experiências, debates, protestos, encontros e reencontros, entre os dias 13 e 17 de março, em Salvador.

Com um público diversificado, as mulheres, as (os) jovens, a população negra, os povos de religião de matriz africana, os povos indígenas, o público LGBTQI+, artistas, portadores com deficiência, pescadores (as), movimentos hip hop, tiveram destaque. Se uniram também 1,2 mil voluntárias (os), que atuaram, sob a condução do Grupo Facilitador do FSM e da UFBA para atender aos participantes nos dias do Fórum.

O FSM reuniu mais de 6 mil participantes estrangeiros, dos cinco continentes, de 120 países. A América Latina (AL) encabeça o ranking, com 3,8 mil pessoas vindas de países vizinhos do Brasil. Em seguida vem a África, com 1 mil participantes. Da Europa, 600 pessoas participaram das atividades, e 450 participantes são originários da América do Norte. As maiores delegações fora da AL, incluem Marrocos, Alemanha, França e Canadá.

O Território Social Mundial

Cerca de setenta lugares em Salvador e região metropolitana compuseram o “Território do FSM”, com a realização de atividades inscritas na programação. Podem ser destacados dentre eles os principais:

Campus Ondina da UFBA (o principal, onde ocorreu a maioria das atividades);

Acampamento Intercontinental da Juventude, com 2 mil pessoas acampadas, no Parque de Exposições, com uma programação cultural e política própria;

Campus Cabula da UNEB (que abrigou principalmente o encontro de lideranças de religiões de matriz africana, com mais de 400 representantes presentes);

Território de Itapuã, com programação própria (política e cultural) durante todo evento e término com uma Virada Cultural, na noite de 17/03;

Acampamento Indígena, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), com 600 pessoas acampadas, de 26 etnias indígenas estiveram presentes no FSM 2018, sendo 20 da Bahia, (dos 22 existentes no estado), assim como representantes de povos indígenas panamazônicos, do Brasil e da Colômbia, como também do Canadá;

Além do Subúrbio Ferrooviário, Ilha da Maré e Parque São Bartolomeu também realizaram atividades.

Em termos de hospedagem, além dos acampamentos, indígena e da juventude, cerca de 1,2 mil pessoas vindas principalmente de caravanas de todo Brasil foram acolhidas em escolas, centros de formação ou por organizações, hospedagem solidária e na casa de amigas/os na capital baiana.

Segundo dados da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (FEBHA), a capacidade de leitos na rede hoteleira é de 39 mil, e esteve 84% ocupada no período do FSM 2018. O presidente da FEBHA, Silvio Pessoa, afirma que: “(…) Nos últimos 30 anos, a gente não tinha visto isso. (…) A cidade esteve bastante movimentada, o comércio e todos os setores que interagem com o turismo agradecem ao Fórum Social Mundial”[1].

Atividades no FSM 2018

Das 2,1 mil atividades inscritas, 2 mil foram realizadas, em 19 eixos temáticos. Entre os temas com maior número de atividades inscritas e realizadas estão: Desenvolvimento, Justiça Social e Ambiental” e “Direitos Humanos”, além dos relacionados com as questões raciais como, “Vidas Negras importam” e “Um mundo sem racismo, xenofobia e intolerância”.

Ecoaram também no FSM 2018, as vozes das mulheres e dos feminismos, das juventudes, dos movimentos em defesa da democracia, dos povos tradicionais (indígenas e de matriz africana), dos movimentos negros e de enfrentamento ao racismo, dos movimentos ambientalistas, do segmento LGBTQI+, da economia solidária, das pessoas com deficiência, das/dos artistas, entre outros.

Dentre as atividades, podem ser destacadas:

Marcha de Abertura, no dia 13 de março, com 60 mil pessoas;
Assembleia Mundial em Defesa da Democracia no Estádio de Pituaçu, no dia 15 de março, com público estimado de 18 mil pessoas. O evento reuniu lideranças de movimentos sociais do Brasil e do mundo, e políticos de destaque, a exemplo dos ex-presidentes Luís Ignácio Lula da Silva e Manuel Zellaya (Honduras);
Assembleia Mundial das Mulheres, nomeada “Marielle Franco”, que ocorreu na manhã do dia 16, no Terreiro de Jesus (Pelourinho), e contou com a participação de 8 mil pessoas, em sua maioria mulheres. Entre elas a “Madre da Plaza de Mayo, Nora Cortinãs; Eda Duzgun, liderança das mulheres curdas;
Economia solidária: feira, alimentação, água potável gratuita, seis moedas solidárias utilizadas no FSM 2018;
Forinho para crianças no ISBA (Ondina) durante todo período do FSM;
O Ato Rumo ao Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA), realizado no dia 16;
A Ágora dos Futuros, na manhã do dia 17/03, na Praça das Artes, no campus da UFBA em Ondina, onde foram expostos os resultados das atividades, principalmente de convergência, pelas organizações proponentes.

Grandes atividades, atos públicos e convergências também ocorreram, a exemplo de:

Ato em defesa da Universidade Pública;
Marcha contra o Racismo e a Intolerância Religiosa;
Marcha em homenagem à Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada que iria participar do FSM 2018;
Marcha das Mulheres Negras;
Convergência Educação, Cultura e Direitos Humanos;
Convergência: Cultura e Revolução;
Colóquio Brasil: estado de exceção;
Assembleia Mundial dos Povos Indígenas;
Tribunal do Feminicídios das Mulheres Negras;
Tribunal dos Despejos;
Diálogo Internacional, Convergência de Lutas : África e sua Diáspora no Século XXI;
Assembleia Mundial das Juventudes;
Convergência: Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência – Avanços e Desafios;
Assembleia das mulheres do Hip Hop;
Convergência Cultura de Resistências e Direitos Humanos;
Convergência: Vidas Negras Importam;
Convergência Revolução e Culturas de resistência;

Plenária do Fórum Social Mundial de Migrações (FSMM);

Plenária do Fórum Social  do Panamazônico (FOSPA);

Panorama dos Direitos Humanos na América Latina: Intervenção militar em foco;
A Universidade e a Educação no contexto da Resistência Democrática;
Convergência e Diálogos no Cenário Socioambiental;
Convergência/Debate – Justiça Climática e Água, Soberania do Povo;
Lutando contra a militarização da vida: da América Latina à Palestina;
Homenagem às mulheres do FSM;
Presença e participação de um Rei e uma Rainha do Benin e de um Rei do Níger, e encontro com povos tradicionais de matriz africana;
Visitas à comunidade quilombola Rio dos Macacos e à Ilha de Maré;

Também devem ser citados os eventos internacionais realizados dentro do FSM 2018:

Fórum Mundial de Mídia Livre
Fórum Mundial de Direitos Humanos
Fórum Mundial de Saúde e Seguridade Social
Fórum Mundial de Teologia e Libertação
Fórum Mundial de Educação Popular
Conselho de Educação de Adultos da América Latina
Fórum Ciência e Democracia
Fórum Mundial Parlamentar
Fórum de Autoridades Locais de Periferia
Diálogos em Humanidade
Encontro internacional Novos Paradigmas

Segurança e Saúde

Durante o FSM 2018, não houve nenhum ato de violência física. Dois casos de furto foram informados ao gupo facilitador do Fórum. Sendo um ocorrido à noite, com participantes estrangeiros fora dos perímetros dos territórios do FSM. Enquanto o segundo, aconteceu durante a Assembleia Mundial das Mulheres.

Alguns confrontos verbais também ocorreram durante o FSM 2018, mas de forma isolada, como no caso das defensoras da causa independentista do Saara Ocidental frente a sindicalistas nacionalistas marroquinas. A outra intercorrência se deu por um partido político que se recusou a retirar sua bandeira em uma atividade do FSM. De forma geral, um clima de paz, valorização das diferenças e respeito mútuo reinou durante o FSM 2018.

Uma média de 180 atendimentos médicos foram realizados nos postos instalados nos principais territórios do FSM 2018. Nenhum grave. Apenas deve ser ressaltado que um ativista militante de Marrocos teve uma crise cardíaca no hotel em que estava hospedado. O ativista foi socorrido pela Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), internado e operado em um hospital público de Salvador, onde está sendo acompanhado. Encontra-se em um estado grave mas está melhorando. Sua esposa está em Salvador e recebe o apoio do escritório e de membros do Grupo Facilitador.

Apoios recebidos para realização do FSM 2018:

– UFBA – Universidade Federal do Estado da Bahia
– Governo do Estado da Bahia
– UNEB – Universidade do Estado da Bahia
– Prefeitura de Salvador
– Câmara Municipal de Salvador
– Organização Pão Para o Mundo (Alemanha)
– CESE- Coordenadoria Ecumênica de Serviços
– USE Telecom
– Embasa
– TV Kirimurê
– TVE
– Secretaria do Conselho Internacional do FSM

Organizações do Grupo Facilitador do FSM 2018:
– Vida Brasil
– Abong
– CUT-Brasil
– CTB
– Unisol
– Filhos do Mundo
– TV Kirimurê
– CONEN
– CIRANDA / FMML
– Secretaria do Conselho Internacional do FSM
– UNEGRO
– UBM
– Rede Mulher e Mídia
– UNE
– FONSANPOTMA
– CEN
– Cebrapaz
– Cáritas Brasileira
– Clacso
– CONAM
– Conselho de Entidades Sócio Ambientalista da Bahia (COESA)
– Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC)
– Fórum Baiano de Economia Solidária (FBES)
– Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional de Povos Tradicionais de Matriz Africana (Fonsanpotma)
– Geledés
– Instituto Paulo Freire /CEAAL
– Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH).

[1] Hotéis em Salvador tiveram 84% de ocupação no Fórum Social Mundial, Tribuna da Bahia, p.8, 19/03/2018


Câmara Municipal de Gaia "parceira" na missão de "credibilizar a atividade da astrologia"







 
De acordo com a missão e a lista dos parceiros acima reproduzidas, conclui-se que a Câmara Municipal de Gaia é "parceira" na missão de "credibilizar a atividade da astrologia no nosso país".

A Câmara de Gaia patrocina a Super Bock ou a Super Bock patrocina a Câmara de Gaia?

Hoje na Cabelte... (mas não é disso que se fala)




Uma simples história de moral e proveito

Num dia distante, num país não tão distante assim, uns trabalhadores e outros desvalidos da sorte, reclamaram por melhor distribuição da riqueza.

Os que a tinham em desmesura, e uns quantos sábios avençados pelos mesmos, explicaram-lhes, com uma lógica irrefutável, que não se podia distribuir riqueza sem antes a produzir. Antes da distribuição, havia pois que dedicar-se à produção da dita.

Eles acreditaram, ou obrigaram-nos a fingir que acreditavam, e foram produzir, produzir, produzir, sempre mais riqueza. Depois disseram: já produzimos, vamos agora à distribuição.

Mas a resposta que tiveram foi a mesma que tinham tido antes: que não se podia ainda distribuir, havia antes que produzir, pois não se pode distribuir a riqueza que não se produziu.

E continuaram pois a produzir, rosnando baixinho e sonhando que um dia, talvez, venham a conseguir obrigá-los a uma distribuição com uma réstia de justiça.

Os mais desconfiados lembraram-se de um letreiro que havia na tasca da sua terra, que dizia: “Hoje não há fiado, só amanhã” e de como o tasqueiro lhes apontava o imóvel letreiro em todos os amanhãs em que o pedido de fiado se negava hoje.





Um mistério do 25 de Abril

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Um dos grandes “mistérios” do 25 de Abril é o facto de um regime com quase meio século de existência, que durante décadas de intenso trabalho ideológico e organizativo se foi enraizando em todo o complexo tecido social, institucional, político, administrativo, económico, cultural e religioso do país, se ter desmoronado sem resistência assinalável após os primeiros abanões da revolução.
Que foi feito dos defensores do regime? Daqueles que, a todos os níveis das diferentes hierarquias, o faziam funcionar? Daqueles que enchiam ruas e praças em manifestações de louvor e gratidão aos chefes? Eclipsaram-se todos de um momento para o outro? Ou tínhamos um forte regime fascista em Portugal, mas não tínhamos fascistas portugueses? Ou será que viraram todos a casaca e fizeram uma adesão em massa aos ideais da liberdade e da democracia que combatiam tão convictamente na semana anterior?
É bem provável que todas estas hipóteses contenham um pouco da resposta àquele mistério. Mas muitos apenas se acobardaram, abandonaram os seus líderes à sua triste sorte e, mantendo discretamente as suas convicções (que uma ideologia não se despe como quem muda de camisa), esperaram melhores dias para organizar o contra-ataque.
Se é um facto que, dada a curta distância histórica que nos separa de 1974, ainda há muitos resistentes anti-fascistas vivos e bem activos na política portuguesa, decorre logicamente que também haverá ainda muitos fascistas vivos e activos (para não falar nos novos recrutas que eles possam entretanto ter convencido das virtudes exemplares do antigo regime). Onde andam e a que se dedicam os apoiantes do antigamente? Quais as suas causas actuais, que batalhas e actividades têm hoje a sua marca? Onde se organizam?
Acaba de ser publicado um livro que dá uma preciosa ajuda para se perceber melhor por onde andaram, o que fizeram e com quem, que métodos usaram na primeira década da democracia esses saudosos órfãos da ditadura. Um livro que é um acontecimento editorial de grande alcance pelo seu relato histórico, mas também porque nos dá imensas e preciosas lições sobre os cuidados a ter se o nosso país quiser continuar num caminho de progresso e de avanço social, pondo em causa os interesses daqueles que sempre lucraram com a miséria alheia.
Um livro que absolutamente se recomenda. O seu título: “Quando Portugal ardeu”; o seu autor: Miguel Carvalho; uma edição da Oficina do Livro.

Uma esmolinha para a TSU…




As empresas não aguentam o aumento do Salário Mínimo Nacional, ou melhor, só aguentam se tiverem uma ajudinha do Estado.

Concretizando, para o tal exemplo - tão usado nos discursos - de uma micro empresa com três empregados, todos a salário mínimo, em que o encargo mensal com estes três trabalhadores é superior a dois mil euros (com desconto ou sem desconto), ela consegue aguentar o aumento do SMN se o Estado lhe der 21 euros por mês, sem isso não aguenta.

Estamos a falar de 70 cêntimos por dia para o total dos três trabalhadores (menos um café podia resolver o problema), o que torna bastante pouco credível o argumento. Que eu tenha reparado, ainda não foi apresentado um único exemplo de uma empresa concreta que mostre, com as suas contas, a impossibilidade de executar a medida, o que seria talvez uma boa maneira de alguém entender o que realmente se passa no terreno.

Se pensarmos que, por cada trabalhador abrangido pela medida, estão em causa menos de 24 cêntimos por dia de diferença entre ter ou não ter a polémica redução da TSU, dificilmente se compreende todo este afinco e algazarra.

Não estaremos perante um aproveitamento político das dificuldades reais das muito pequenas empresas (que são esmagadas por todos os lados, mas não certamente por estes 24 cêntimos) feito pelas confederações patronais, com objectivos de um alcance mais vasto, pensando mais noutras realidades e muito pouco nestas micro-empresas?

Congresso do partido da Esquerda Europeia - Berlim, Dezembro de 2016

Neste congresso terminei o exercício de sucessivos mandatos como membro da Comissão Executiva do partido da Esquerda Europeia.

Para arquivo, algumas fotos do Congresso.















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