3. SPRING FORBIDDEN / SPRING CONQUERED - Newroz 2012, an historical day for Kurdish people


[ Continued from post 2 ]


And if we cannot use the streets, we will march through the fields.




From different directions, people are converging to the area of the park. There is information that the police barriers around the park have been broken and people start to gather there in great number.




Our two buses, empty now, have managed to turn around the city and will pick us further on, in order to take us through the streets leading to the park, which have now been open by the people. 


During this last kilometer, the population on the streets or from their houses greets the buses of BDP.







Everyone is now leading to Newroz Park by different means. There is a sense of victory and happiness in the air.



On our way, we see the police barriers torn down.



The police had placed around the park a great number of mobile units for intercepting and blocking telecommunications. All of them have been, let’s say, somehow “intercepted and blocked” by the population and this intelligence equipment was put off service.








Our buses finally reach Newroz Park.






[ To be continued on post 4 ]



2. SPRING FORBIDDEN / SPRING CONQUERED - Newroz 2012, an historical day for Kurdish people




Anyway, we manage to enter the buses and move on, followed by several cars. We are informed that, in different points of the city, lots of people are trying to open up the blockade and there are serious clashes.



Outside the bus, the ambiance was not so friendly...













But our bus trip did not last very long. A police unit with "strong arguments" blocks our buses.






 We have to get out... 






... to the street where clashes continue.






BDP leaders decide that, if we cannot use the buses, we move on walking. 






[ To be continued on post 3 ]



1. SPRING FORBIDDEN / SPRING CONQUERED - Newroz 2012, an historical day for Kurdish people



Sunday, 18th March, we participated, on behalf of European Left, in the commemorations of spring in the Kurdish capital, the very old town of Amed, or Diyarbakir as it is called in Turkish. This is a multi-millennium old tradition, a popular event to welcome the new season that Kurdish call the Newroz - the new days.
But the Kurdish resistance movement of last decades has somehow given a new meaning to this commemoration as a celebration of their will to put an end to the winter days of oppression and see the beginning of new days of spring of freedom.

[ Poster forbiden by the authorities ]


We were welcomed at the hotel by a dear friend, the Kurdish activist Feleknas Uca, German Member of the European Parliament for 10 years, from 1999 to 2009, elected in the lists of Die Linke. Wearing a traditional costume, like many Kurdish women do for this festivity, she briefed us on the situation and the news is not good: the Turkish government has forbidden the commemorations, the site is blocked and police units cut the streets leading to the Newroz Park.




We decide to meet at the headquarters of BDP – Peace and Democracy Party, the party of Kurdish people that is organizing the Newroz commemoration.




Many people were starting to gather there.







With music and dancing, we could already feel the party beginning.











There were two BDP buses to take some leaders and activists of the movement and international guests to the event. These two buses are decorated with slogans and equipped with a powerful sound system playing traditional songs and hymns that make people sing and dance around them. They will show up to be key instruments along the day, as we will see later on this report.



The police, surrounding the square, start attacking the people gathered there with water canons and tear gas. 








[ To be continued on post 2 ]



Espírito de partilha



Num processo de privatizações há vendedor (o Estado ou outra entidade pública) e compradores (os grupos privados, bancos privados, fundos de investimento, etc.). O primeiro-ministro convidou para tomar conta das privatizações, para fazer o papel de vendedor, o mais reputado e competente representante dos compradores: António Borges.

Talvez porque o primeiro-ministro sabe, ou tem fé, que só mesmo o coração piegas dos portugueses se poderia enternecer com a candura franciscana desta cena que encarrega o irmão lobo de transportar os irmãos cordeiros para a feira.

Mas agora, com o convite de um dos maiores grupos privados portugueses (com sede na portuguesíssima rua Naritaweg, Amsterdam - Nederland) para que António Borges integre o Conselho de Administração da Jerónimo Martins, este generoso espírito de partilha público-privado atinge todo o seu esplendor.



Crónica publicada em: O Gaiense, 17 de Março de 2012

A Comissão Europeia deu luz verde para a entrada na administração da entidade reguladora do sector alimentar – Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) – da presidente do FoodDrinkEurope, o lobby empresarial do sector que aquela autoridade é suposta controlar. A EFSA tem como missão avaliar a segurança dos produtos que são postos no mercado, das substâncias que contêm, as alegações nutricionais e de saúde e deve assegurar a comunicação pública transparente sobre os riscos associados aos produtos alimentares.

Numa mesma linha, mas em sentido contrário, o todo poderoso Comissário Europeu da Indústria da primeira Comissão Barroso, Günther Verheugen, e a sua chefe de gabinete Petra Erler fundaram uma empresa de lobby, cinicamente chamada “The European Experience Company”.

Neste saudável contexto europeu de partilha e de íntima convivência entre interesses privados e cargos públicos, por que razão António Borges, que o primeiro-ministro contratou para liderar a equipa que vai supervisionar as privatizações e as renegociações das parcerias público-privadas, não haveria de aceitar também o convite para integrar o Conselho de Administração da Jerónimo Martins que lhe foi dirigido por uma tal Sociedade Francisco Manuel dos Santos com sede em Amsterdão?

A guerra de Troi(k)a






Publicado em: O Gaiense



Quando muitos pensavam que já nenhuma nova notícia do martírio grego os poderia chocar, eis que os media europeus se agitam com a publicação no Jornal Oficial da União Europeia dos montantes relativos à venda de equipamento militar à Grécia em 2010. Enquanto estavam a obrigar os gregos à mais penosa austeridade e a cortes cegos na despesa pública como contrapartida para aprovarem o primeiro bail-out, os países da UE vendiam à Grécia mais de 1054 milhões de euros de equipamento militar.

Já tinha sido noticiado há algum tempo o escândalo do contrato relativo a seis submarinos. O mesmo fornecedor alemão dos submarinos vendidos a Portugal foi processado por corrupção e pagamento de milhões de euros em luvas e o presidente da empresa teve de demitir-se. Mas a Grécia foi na altura “convencida” pela Alemanha a não cancelar os contratos.

Apesar de a situação económica se ter deteriorado brutalmente logo a seguir, novos negócios acompanharam a imposição externa dos planos de austeridade: só em 2010 (em plena crise), a França vendeu à Grécia 876 milhões de euros em equipamento militar, a Alemanha 36, a Espanha 33, a Itália e a Holanda mais de 53 milhões cada. São aviões, mísseis, canhões, metralhadoras, carros de combate e transporte e até material para guerra química. Um antigo vice primeiro-ministro grego afirmou que tinha sido uma “vergonha nacional” terem sido forçados a comprar armas de que não necessitam. A Grécia é o maior importador de armamento convencional da UE.

Este escândalo da venda de armas à Grécia nem sequer precisou da Wikileaks para ser revelado: basta ler o Jornal Oficial da União Europeia. O que pode espantar é a revolta dos gregos, que conhecem estes factos, ser ainda tão moderada.




[Pode consultar estes dados em mais detalhe no Jornal Oficial da UE, pág. C 382/116 e seguintes]



ACTA: os cidadãos e a UE

Entrega da petição no Parlamento Europeu © European Union 2012 PE-EP



Publicado em: O Gaiense, 3 de Março de 2012

O ambiente esteve ao rubro esta semana no Parlamento Europeu. Começaram os debates sobre a ratificação do ACTA, o Acordo Comercial Anticontrafação, que visa combater os produtos contrafeitos e as violações dos direitos de propriedade intelectual na Internet. Por todo o mundo se levantou um activo movimento crítico considerando que foi negociado de forma não transparente com vista a favorecer as grandes empresas em detrimento dos direitos dos cidadãos e ameaça a privacidade e a liberdade na Internet. Houve manifestações simultâneas em dezenas de cidades europeias e foi entregue no PE uma petição com dois milhões e meio de assinaturas pedindo o voto contra. Apesar de ter sido negociado pela Comissão e aprovado pelo Conselho, sem o voto do Parlamento, o ACTA não pode entrar em vigor na UE.


Os acesos debates desta semana tiveram salas a abarrotar e foram transmitidos em directo pela net. Especialistas convidados arrasaram o acordo e uma maioria de eurodeputados inclina-se para a rejeição. Percebendo que o ambiente não está favorável, e com vista a adiar a votação para dias mais calmos, a Comissão decidiu pedir um parecer ao Tribunal de Justiça da UE sobre a compatibilidade do ACTA com a legislação europeia. Estranha atitude por parte de quem negociou o acordo: esclarecer as dúvidas depois de assinar...

Há vários  Estados-Membros que ainda não assinaram, entre os quais a Alemanha, os Países-Baixos, a Polónia e a República Checa. Portugal, o bom aluno, já assinou, claro.

A participação activa dos cidadãos está a ser o factor decisivo para bloquear este Acordo. Compete agora aos eurodeputados estar à altura dos seus mandatos, passar ao voto e arquivar de vez o ACTA no caixote do lixo. Como já fez o Brasil, a China, a Índia e tantos outros países.