Uma outra razão por que no Norte não temos respeito pela TAP






Para além de todos os bons argumentos que têm sido apresentados por autarcas, outros políticos e agentes económicos contra os planos da TAP que desprezam a região Norte do país, gostaria de lembrar um outro factor que gerou enorme descontentamento e levou muita gente que eu conheço, dolorosamente, a deixar de encarar a TAP como algo de nosso, uma companhia à qual deveríamos dar a nossa preferência patriótica na compra de voos, em detrimento de outras companhias aéreas.
Houve uma altura em que apenas a TAP (promeiro sozinha, depois em code-share com a Brussels Airlines) tinha voos directos de ligação entre o Porto e a capital da União - Bruxelas.
Eram voos largamente utilizados todas as semanas por deputados europeus, funcionários da UE, pessoas ligadas à enorme rede de instituições cuja actividade está centrada em Bruxelas. Pessoas de todo o Norte do país e muitas também da Galiza.
Abusando desse exclusivo, sem concorrência, a TAP começou a aumentar escandalosamente os preços das viagens. O voo Porto-Bruxelas ficou muito mais caro do que o voo Lisboa-Bruxelas (apesar de a distância ser menor) e muito mais caro do que os voos da TAP para outros destinos europeus bem mais longínquos e com aeroportos cujas taxas não eram inferiores.
Actuou na lógica de mercado, é certo, aproveitou a falta de concorrência, ganhou tudo o que pôde à custa dos passageiros desta região. Mas, com essa atitude, alienou qualquer afectividade natural pela companhia, que de nossa só tinha o nome. E, na escolha de voos para outros destinos (eram passageiros frequentes, que viajavam muito e para muitos destinos), deixámos de dar preferência à TAP sempre que havia uma boa alternativa, coisa que talvez não tivéssemos feito se a TAP nos respeitasse e a sentissemos como nossa.
Há a acrescentar que a TAP nessa altura era 100% pública. Mas a sua gestão já tinha todos os vícios de uma gestão privada, nenhuma perspectiva verdadeiramente nacional, nenhum respeito pelo país. Como hoje. É tudo isso que urge mudar.

26 de Abril de 1974


26 de Abril
a madrugada que os/as jornalistas esperavam, 
a edição inicial inteira e limpa da censura, 
em que os jornais emergiram da noite e do silêncio 
e livres publicaram a substância do tempo.

Capa dos três jornais diários do Porto de 26 de Abril de 1974




 Notem esta caixa na capa d' "O Comércio do Porto", em que se informa que a Assembleia Nacional (fascista), verificada a falta de quorum, marca nova sessão para o dia 27. 
Os fachos demoraram muito a perceber o que era a Revolução dos cravos. 
Alguns ainda hoje não perceberam bem...


CDS - O original e as cópias


No rescaldo do congresso do CDS  e dos debates sobre a sua identidade, sem qualquer comentário ou juízo de valor, deixo-vos a capa e alguns extractos do documento fundador com que o partido se apresentou à sociedade.
Para melhor se poder comparar o original com as cópias das cópias das cópias das cópias...


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1 de Dezembro é dia de agradecer à Catalunha



1640

Este dia em que comemoramos a Restauração da nossa Independência é dia de agradecermos aos nossos irmãos catalães pela sua revolta de Junho de 1640 contra o rei Filipe, o mesmo monarca que, a partir de Madrid, oprimia portugueses, catalães e tantos outros povos. 
Em parte é graças aos catalães e à sua luta que tivemos condições para recuperar a nossa independência.
É por isso que a causa da Catalunha continua a sensibilizar de forma tão especial e tão emotiva o povo português.







Do Dicionário de História de Portugal
dirigido por Joel Serrão, 
Iniciativas Editoriais, 1979:




Da História de Portugal
direcção de Damião Peres, 
Portucalense Editora, Barcelos, 1933:





Catalunha, Junho de 1640 - a revolta de 'Els Segadors' (os ceifeiros)







'Els Segadors' é hoje o hino nacional da Catalunha.


Uma lembrança muito antiga do José Mário Branco, no dia da sua morte



Aqui estou com o Zé Mário Branco, o Mário Brochado Coelho, o Óscar Felgueiras e uma camarada de que não me lembro hoje o nome (ajuda agradece-se), quando andávamos a trabalhar nas obras de construção de alguns alicerces da grande casa comum, que hoje já tem um rés-do-chão amplo e arejado, cheio de portas e janelas.





Primeiro boletim da organização em que militava o Zé Mário (e eu também), de Agosto de 1974, e que foi uma das três organizações promotoras da UDP no final desse mesmo ano.



Foto do arquivo Ephemera

Manuel António Pina - um texto publicitário

(No dia de mais um aniversário e da sessão evocativa organizada pelo "Clube dos Amigos à Espera do Pina", em que foi lido este texto)


Esta é uma peça de uma das muitas campanhas publicitárias que fiz com o Pina e que inclui um pequeno texto da sua autoria.

Esta campanha de 1991 foi feita, como várias outras, em colaboração com o pintor e escultor José de Guimarães.









Lembrança de Agustina Bessa-Luís (para o Natal)


No início da década de 90, exercendo as funções de relações públicas da nova livraria Casa do Livro, organizámos o lançamento do novo romance de Agustina e tive o gosto de receber este presente de Natal.





As eleições legislativas de Maio

Tem havido muitas e variadas formas de desvalorização das eleições europeias, o que é bastante lamentável e só ajuda à consolidação da abstenção.

Uma delas começa logo no nome. Diz-se que em Maio tivemos eleições europeias e em Outubro teremos eleições legislativas. Ora acontece que estas eleições de Maio também foram eleições legislativas: elegemos o Parlamento Europeu que é um órgão legislativo, não menos do que o Parlamento português.

Aliás, como tem sido bastantes vezes referido, mais de dois terços da legislação que entra em vigor em Portugal é oriunda da União Europeia, isto é, é decidida (ou melhor: co-decidida) no Parlamento Europeu. Portanto, o Parlamento Europeu e seus os membros que agora elegemos são até, digamos assim, "duas vezes mais legislativos" do que a Assembleia da República e os seus membros que elegeremos em Outubro.

Não deveriam, em consequência, ter uma atenção redobrada por parte da comunicação social e de toda a cidadania?

O cartaz de que Nuno Melo se esqueceu (e foi pena)



Este cartaz de apoio a Sócrates em 2005 também teria ficado muito bem no debate da SIC.



Um muito original folheto de 1999



Um interessante documento a ver na exposição
"20 anos a construir impossíveis"

"20 anos a construir impossíveis" - Exposição do Bloco já abriu.



Horário: todos os dias, das 10h às 20h




Contributo para o debate no PSD (PPD/PSD)


Definição do perfil político e programático do partido decidido no 1º Congresso

[ com um louvor ao precioso serviço público da RTP-Arquivo ]

e um folheto dessa altura:




Gaia - A Praça de Natal de 2019


Texto publicado em O Gaiense, 22 de Dezembro de 2018


As praças e mercados de Natal são uma tradição que se está a enraízar no nosso país e a Praça de Natal de Gaia, inserida nesse movimento, é uma excelente ideia. Embora haja muito espaço para evoluir, tudo o que lá está me parece bem: os divertimentos, que acho bem que sejam grátis, os programas de animação, a casa do Pai Natal e as suas prendas solidárias, ou até a carrinha que não só transporta as pessoas como, talvez mais importante, vai abrindo o caminho para a ideia e para a prática mais alargada do transporte público municipal gratuito, ao serviço das populações, que é uma ideia estratégica com grande futuro.

Mas, passeando na Praça, senti que faltava ali qualquer coisa de fundamental e é sobre isso que vos queria falar. Não como uma crítica à Praça de Natal 2018, mas antes como uma sugestão para a Praça de Natal de 2019.

Senti que faltava ali comércio. Eu, que até sou altamente crítico da paranóia comercial em que o capitalismo conseguiu transformar esta quadra que devia ser só de amor e de solidariedade, que não gosto nada da obsessão das prendas de Natal, acho contudo que não podemos ignorar essa realidade. Um objectivo interessante para 2019 seria que o nosso Mercado de Natal, que hoje tem na Praça uma escassa dúzia de barraquinhas e uma limitadíssima gama de produtos, se transformasse num grande Mercado de Natal, que os gaienses (e os turistas) pudessem escolher como um sítio bom para irem comprar as suas prendas de Natal. Com dezenas e dezenas de barraquinhas, não numa lógica de shoppingcomercial, mas precisamente como alternativa, e suficientemente forte e atractiva para ser uma verdadeira alternativa àquela outra lógica de negócio, bem menos natalícia. E temos ainda muito espaço por ocupar lá naquele local do centro cívico, que dá perfeitamente para sermos ambiciosos neste projecto.

Mas, para conseguirmos ter êxito nessa lógica "comercial" alternativa, seria preciso fazer um programa atempado e ambicioso de ocupação das novas barraquinhas de venda. Com quem?

Uns ocupantes óbvios seriam os artesãos e os artistas do concelho, que teriam de ser aliciados a participar. E também a própria Câmara e todas as instituições municipais e de freguesia que tenham algo para vender: as suas edições de livros, de reproduções de arte ou outros objectos. Mas também as associações, e temos tantas em Gaia. Ou outras instituições culturais, ou os bombeiros, os escuteiros, os clubes desportivos, também. 

Mas, mais importante ainda do que estas instituições, seria a participação das escolas, das creches, dos lares, dos centros paroquiais. 

Não seria interessante que as crianças, durante todo o primeiro período lectivo, no âmbito das suas actividades ligadas às artes visuais, dando asas à sua criatividade, projectassem e fabricassem decorações natalícias para eles próprios irem vender na sua barraquinha durante as férias de Natal?

Ou os utentes de um lar? Não poderiam os idosos mais dotados para a cozinha (por exemplo) fazer doces ou rabanadas para venderem naquele mercado? E estarem lá eles mesmos a vendê-los, a conviver com o público, a praticar o seu raciocínio matemático com os trocos e o fecho de caixa? Talvez até com o aliciante de servirem as suas iguarias acompanhadas por um cálice de Porto que, estou certo, as nossas empresas de vinho, sempre generosas, não hesitariam em oferecer a estas instituições para as ajudar neste projecto. Tudo isto pode constituir em si uma actividade de grande relevância para os próprios projectos educativos ou de animação daquelas instituições. Mas também cria laços diferentes e mais fortes na comunidade gaiense. É o convívio, ou seja, a nossa vida em comumque se reforça.

Isto é comércio que é muito mais do que comércio. Tem outro espírito e tem outros objectivos. E permite também à Praça responder melhor a toda a família. Se as crianças e jovens vão à Praça de Natal para se divertirem, os pais podem ir com eles para irem às compras. 

Vivi muitos anos em cidades da Europa onde existe grande tradição destas feiras de Natal e muitos dos meus amigos, que faziam as suas compras normalmente nos shoppings, no Natal só compravam as prendas nestas feirinhas - prendas com espírito natalício. Diziam até que se sentiam mal se fossem fazer as compras de Natal noutro sítio, não era a mesma coisa…

Se conseguirmos trazer este espírito e esta tradição para Gaia, estamos a dar mais um passo no bom sentido: não só melhoramos a vida colectiva no concelho mas, mais do que isso, melhoramos um pouco o sentido da vidada nossa comunidade. E esse é que é o verdadeiro espírito do Natal.








O Rancho Folclórico da Afurada no Almoço de Natal Sénior de Santa Marinha e S. Pedro da Afurada:







"ETerna Biblioteca" em Sintra, 23 e 24 de Novembro

Participarei na conferência de abertura do Encontro "ETerna Biblioteca", em Sintra, no próximo dia 23 de Novembro de 2018.

Aqui fica o programa completo e o endereço para inscrições.







"A Câmara Municipal de Sintra volta a promover, pelo décimo sexto ano consecutivo, a ETerna Biblioteca – Encontro de Professores e Educadores do Concelho de Sintra sobre Bibliotecas Escolares, a qual decorrerá nos dias 23 e 24 de Novembro de 2018, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra.

A par de painéis, conferências, ateliês vários e visionamentos de filmes - que revestem este evento sempre de uma enorme expectativa -, acresce a esta edição a continuidade na parceria estabelecida com o LEFFEST – Lisbon & Sintra Film Festival, que nos permitirá contemplar sessões de cinema reservadas às escolas. Não poderíamos deixar de destacar, também, o lançamento do livro A água e a águia, de Mia Couto, com ilustrações de Danuta Wojciechowska, editado pela Editorial Caminho. Os autores estarão presentes e será, certamente, um momento muito especial."

BiblioSol no Jornal de Letras (votação fecha no dia 30)

Até ao dia 30 de Setembro, este projecto está em votação no Orçamento Participativo de Portugal.


JL nº 1251, de 12 a 15 de Setembro de 2018




O Orçamento Participativo de Portugal ainda está em votação aberta a todas as pessoas até ao dia 30 de Setembro de 2018. 
O projecto BiblioSol terá votos suficientes para ser aprovado? 
Depende em muito das partilhas de informação sobre esta ideia. 
Se quiser colaborar, partilhe a informação sobre o voto com as pessoas das suas relações.

A votação é muito simples, pode ser feita online, indo ao site do governo dedicado ao Orçamento Participativo de Portugal e seleccionar BiblioSol.

Aqui fica o link para o voto: https://opp.gov.pt/proj?search=Bibliosol#proposals-list

Neste link tem a descrição pormenorizada do projecto e mais informações nesta página do facebook.

Projecto BiblioSol - partilhar a sua biblioteca? O Presidente diz que sim. E você, vota nisto?







Consideramos oportuna e muito positiva a tomada de posição do Presidente da República em defesa da valia social da partilha das bibliotecas particulares.

O projecto BiblioSol, rede solidária de bibliotecas particulares, que tem precisamente este objectivo, ainda está em votação aberta a todas as pessoas até ao dia 30 de Setembro de 2018. Terá votos suficientes para ser aprovado? Depende em muito das partilhas de informação sobre esta ideia. Se quiser colaborar, partilhe a informação sobre o voto com as pessoas das suas relações.

A votação é muito simples, pode ser feita online, indo ao site do governo dedicado ao Orçamento Participativo de Portugal e seleccionar BiblioSol.

Aqui fica o link para o voto: https://opp.gov.pt/proj?search=Bibliosol#proposals-list

Neste link tem a descrição pormenorizada do projecto e mais informações nesta página do facebook.


Avintes - festa da broa


A melhor broa do mundo (quando é genuína, de Avintes e bem fresca) merece bem uma festa.